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24 janeiro 2026

Constantino de Oliveira Junior (12/08/1968 – 21/01/2026)

 Uma trajetória marcada por trabalho, valores e legado humano


Constantino de Oliveira Junior faleceu em 21 de janeiro de 2026, aos 57 anos, deixando uma história construída com dedicação, caráter e presença marcante na vida de todos que tiveram a oportunidade de conviver com ele. Nascido em 12 de agosto de 1968, Constantino pertenceu a uma geração que aprendeu, desde cedo, o valor do esforço, da responsabilidade e do compromisso com a família e com a comunidade.
Ao longo de sua vida, Constantino foi reconhecido não apenas por suas conquistas profissionais, mas principalmente por sua postura humana. Era alguém que valorizava a palavra dada, o trabalho bem-feito e as relações construídas com respeito. Essas características fizeram dele uma referência para amigos, colegas e familiares, que sempre encontraram em sua presença um ponto de equilíbrio e confiança.

Discreto, mas firme em suas convicções, Constantino soube enfrentar desafios com serenidade. Como muitos de sua geração, atravessou transformações sociais, econômicas e tecnológicas profundas, adaptando-se às mudanças sem perder sua essência. Sua trajetória reflete a história de quem construiu a vida passo a passo, com perseverança e dignidade.

No convívio familiar, era conhecido pelo cuidado, pela atenção aos detalhes e pelo senso de responsabilidade. Sua presença representava segurança, e suas palavras, muitas vezes simples, carregavam conselhos valiosos. Constantino compreendia que o verdadeiro legado não está apenas no que se conquista, mas no exemplo que se deixa.

A partida de Constantino de Oliveira Junior deixa uma lacuna profunda, mas também uma herança imaterial feita de memórias, ensinamentos e afetos. Aqueles que caminharam ao seu lado guardam lembranças de momentos compartilhados, conversas sinceras e gestos que, mesmo silenciosos, diziam muito sobre quem ele era.

Sua história é a de um homem comum no melhor sentido da palavra — alguém que viveu com propósito, honrou seus compromissos e cultivou relações verdadeiras. Em um mundo cada vez mais acelerado, Constantino representava a importância da constância, da lealdade e da presença real na vida das pessoas.

Mais do que datas que marcam o início e o fim de uma vida, 12 de agosto de 1968 e 21 de janeiro de 2026 delimitam uma trajetória que continua viva na memória de quem o amou. Seu nome permanece associado a valores sólidos, respeito mútuo e à certeza de que a verdadeira grandeza está na forma como se vive.

Neste momento de despedida, ficam a saudade e a gratidão. Saudade pela ausência física, e gratidão por tudo o que foi compartilhado ao longo do caminho. Constantino de Oliveira Junior parte, mas seu legado segue presente — nos ensinamentos, nas histórias contadas e no exemplo deixado para as próximas gerações.

21 janeiro 2026

Banco Central liquida Will Bank

 O colapso de um banco digital e os alertas para o sistema financeiro brasileiro

A decisão do Banco Central do Brasil de decretar a liquidação extrajudicial do Will Bank marcou um dos episódios mais emblemáticos do setor financeiro nacional nos últimos anos. O banco digital, que chegou a reunir milhões de clientes e se posicionava como símbolo da nova geração de instituições financeiras, teve suas operações encerradas após a constatação de graves problemas de liquidez e inviabilidade econômica.

O Will Bank ganhou espaço no mercado impulsionado pelo avanço das fintechs e pela promessa de serviços simples, digitais e acessíveis. Em pouco tempo, tornou-se conhecido pelo cartão sem anuidade, conta digital descomplicada e forte presença nas redes sociais. Para muitos clientes, representava a democratização do acesso ao sistema bancário. No entanto, por trás da expansão acelerada, havia fragilidades estruturais que acabaram vindo à tona.

A instituição fazia parte do conglomerado financeiro ligado ao Banco Master, que já vinha sendo alvo de atenção do Banco Central. Quando o Master entrou em colapso, o Will Bank passou a operar sob um regime especial de administração temporária, uma tentativa do regulador de preservar o funcionamento da empresa enquanto buscava soluções de mercado, como venda ou reestruturação. Essas tentativas, porém, não prosperaram.

Segundo o Banco Central, a continuidade das operações tornou-se insustentável. O Will Bank passou a não conseguir cumprir obrigações básicas, incluindo compromissos com parceiros do sistema de pagamentos e fornecedores estratégicos. Diante do risco de agravamento das perdas e da necessidade de proteger o sistema financeiro e os clientes, a autoridade monetária optou pela liquidação.

A liquidação extrajudicial implica o encerramento imediato das atividades do banco. Um liquidante nomeado pelo Banco Central assume o controle da instituição, levanta ativos e passivos, identifica credores e organiza o pagamento das dívidas conforme a legislação. A medida é extrema, mas prevista justamente para evitar efeitos em cadeia que possam comprometer a estabilidade do sistema financeiro.

O caso expôs uma realidade muitas vezes invisível ao consumidor comum: crescimento rápido e inovação tecnológica não substituem uma gestão sólida de riscos, governança e capital. O Will Bank, apesar da imagem moderna, estava diretamente conectado a problemas estruturais de seu grupo controlador, o que acabou comprometendo sua sobrevivência.

Com a liquidação, a principal preocupação passou a ser o impacto sobre os clientes e investidores. No Brasil, depósitos e aplicações financeiras contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura valores de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição. Para grande parte dos clientes, isso significa a expectativa de ressarcimento, ainda que o processo leve algum tempo.
Já investidores com valores acima do limite garantido entram em uma zona de incerteza, dependendo do resultado da venda dos ativos do banco e da ordem de pagamento definida pelo liquidante. O episódio reacendeu o debate sobre a percepção de segurança em bancos digitais e a necessidade de o consumidor compreender melhor onde e como seu dinheiro está aplicado.

Do ponto de vista do mercado, a liquidação do Will Bank funciona como um alerta para o setor financeiro, especialmente para fintechs e bancos digitais em rápido crescimento. O Banco Central deixou claro que inovação não exime instituições do cumprimento rigoroso das regras prudenciais. Transparência, capital adequado e gestão responsável continuam sendo pilares inegociáveis.

Especialistas avaliam que o episódio pode provocar um movimento de maior cautela por parte dos clientes, que tendem a diversificar recursos e observar com mais atenção a solidez das instituições. Para o regulador, o caso reforça a importância de uma supervisão ativa e da intervenção precoce sempre que sinais de fragilidade surgirem.

O que vem agora é um processo longo e técnico: apuração de responsabilidades, auditorias, eventuais sanções a administradores e o acompanhamento do impacto financeiro, inclusive sobre o próprio Fundo Garantidor de Créditos. Dependendo das conclusões, o caso pode ainda influenciar ajustes na regulação do setor bancário digital no Brasil.

No fim, a liquidação do Will Bank simboliza o choque entre a promessa da inovação e a realidade da gestão financeira. Mais do que o fim de um banco digital, o episódio deixa uma lição clara para o mercado e para os consumidores: confiança se constrói com tecnologia, mas se sustenta com solidez, governança e responsabilidade.