PATROCINADOR

28 janeiro 2009

O Menino da Porteira

Jerê Filmes
Moracy do Val
e
Sony Pictures
 apresentam
Daniel  
em

Direção: Jeremias Moreira
 Produção: Moracy do Val
 Roteiro: Jeremias Moreira, Beto Moraes e
 Carlos Nascimbeni.
com
 Vanessa Giácomo
 José de Abreu
 Rosi  Campos
 e João Pedro Carvalho, como O Menino da Porteira.
 Uma realização Jerê Filmes
SINOPSE
Interior do sudeste do Brasil, anos 50. 

Diogo é um peão de boiadeiro calado, introspectivo, mas de enorme coração. Quando solta a voz na cantoria, todos se encantam. Ao tocar uma grande boiada para a Fazenda Ouro Fino, de propriedade do truculento Major Batista, Diogo passa pelo Sítio Remanso, de Otacílio Mendes, onde conhece e trava amizade com Rodrigo, o menino da porteira.
Porém, Otacílio é inimigo político do Major, e Diogo logo percebe a forte tensão que existe pela região.
Chegando ao vilarejo, Diogo é procurado por um grupo de pequenos sitiantes que lhe revelam a maneira predatória e violenta como o Major domina o lugar, forçando os criadores a vender gado e terras pelo preço que impõe. Contra os que se recusam, ele costuma usar a violência de seus capangas.
Diogo aceita levar o rebanho dos pequenos criadores para ser vendido em melhores condições, em outra região. O Major reage de maneira brutal.
A situação entre Diogo e o Major fica cada vez mais insustentável. A cidade está dividida, o clima é de guerra e as conseqüências serão tragicamente inevitáveis.
E como se tudo isso não bastasse, Diogo ainda se encanta com Juliana, a bela enteada do Major. O amor que surge entre eles provoca ainda mais a ira do tirano local.

Os arranjos são de Mário Campanha. Os músicos são Mariozinho Brazil (teclados), Cláudio Rocha (baixo), Adriano Busco (percussão) e Guido Baldacin Filho (mesa de som).

Acompanhe a letra:

Toda vez que eu viajava pela Estrada de Ouro Fino
de longe eu avistava a figura de um menino
que corria abrir a porteira e depois vinha me pedindo:
- Toque o berrante seu moço que é pra eu ficar ouvindo.

Quando a boiada passava e a poeira ia baixando,
eu jogava uma moeda e ele saía pulando:
- Obrigado boiadeiro, que Deus vá lhe acompanhando
pra aquele sertão à fora meu berrante ia tocando.

Nos caminhos desta vida muitos espinhos eu encontrei,
mas nenhum calou mais fundo do que isso que eu passei
Na minha viagem de volta qualquer coisa eu cismei
Vendo a porteira fechada o menino não avistei.

Apeei do meu cavalo e no ranchinho a beira chão
Ví uma mulher chorando, quis saber qual a razão
- Boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estradão!
Quem matou o meu filhinho foi um boi sem coração!

Lá pras bandas de Ouro Fino levando gado selvagem
quando passo na porteira até vejo a sua imagem
O seu rangido tão triste mais parece uma mensagem
Daquele rosto trigueiro desejando-me boa viagem.

A cruzinha no estradão do pensamento não sai
Eu já fiz um juramento que não esqueço jamais
Nem que o meu gado estoure, e eu precise ir atrás
Neste pedaço de chão berrante eu não toco mais.

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